Workshops

A atividade é dirigida a adultos que queiram desenvolver as suas competências de comunicação em diferentes contextos. Nos dias de hoje a ciência está muito presente no dia-a-dia de todos nós. A curiosidade e o despertar para esta temática chega à população em geral através de assuntos abordados na escola, museus, centros de ciência, órgãos de comunicação social, assim como através dos cientistas que fazem apresentações dos seus trabalhos. E são, precisamente, os cientistas que sentem cada vez mais a pressão pela forma como transmitem as suas ideias, investigações e descobertas.

O CMIA é um equipamento municipal com a coordenação científico do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) da Universidade do Porto que pretende contribuir para o desenvolvimento de ações de sensibilização e educação ambiental e monitorização de diversos descritores ambientais. Procura desta forma gerir esta informação de forma a contribuir para a melhoria da qualidade ambiental.

O que são insetos? Como se identificam? Quais as características das ordens mais importantes? Que serviços de ecossistemas desempenham? Qual o ciclo de vida de algumas das espécies comuns que podemos observar em Portugal?

Estas e muitas outras questões são exploradas no novo jogo que constitui mais uma iniciativa de divulgação científica que pretende contribuir para a transmissão do conhecimento e aprendizagem de forma lúdica e divertida. Insetos em Ordem é um jogo de tabuleiro para um máximo de quatro jogadores ou equipas, que mistura influências de jogos tradicionais como o Bingo, Monopólio, jogo da Glória ou Trivial Pursuit. O objetivo do jogo é completar uma coleção de insetos. Cada jogador/equipa deve preencher um Cartão-Coleção com 4 cartas-inseto, com características particulares em relação ao habitat onde os insetos vivem, o seu tipo de alimentação, estatuto de conservação e área de distribuição. Para conhecer estas características dos insetos, e poder colocá-los no respetivo lugar do cartão-coleção, os jogadores têm que percorrer uma chave dicotómica, representada por caminhos no tabuleiro, até chegarem à Ordem a que o inseto pertence. Só depois podem consultar o Livro dos Insetos em Ordem, que contém as preciosas informações sobre cada espécie. Ganha o jogador/equipa que conseguir colocar primeiro os 4 insetos no cartão, terminando assim a sua coleção. O vencedor de cada workshop receberá um exemplar do jogo Insetos em Ordem.

A atividade tem como objetivo divulgar a riqueza da herpetofauna nacional, ensinar como identificar as diferentes espécies, alertar para as ameaças a que estão sujeitos, e, divulgar as medidas que poderão contribuir para a sua conservação.

A atividade tem como principal objetivo sensibilizar para a preservação do ambiente; Identificar a água não poluída como um habitat importante para as espécies; Alertar para as consequências dos derrames de petróleo no mar; Simular uma maré negra; Testar métodos e materiais de limpeza de aves e das áreas afetadas pelos derrames de petróleo.

O Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA) de Matosinhos funciona no âmbito de um protocolo entre a Câmara Municipal de Matosinhos e o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto (CIIMAR) com o objetivo de implementar um centro de divulgação científica e educação ambiental na área do mar. O objetivo emblemático do CMIA de Matosinhos é o de mostrar ao grande público que a tarefa de melhor conhecer o mar para melhor o saber gerir é uma tarefa prioritária e que cada um de nós é um ator desta gestão. A mensagem a fazer passar é a da solidariedade para com as gerações vindouras. O carácter lúdico, pedagógico e de divulgação do CMIA de Matosinhos assume-se também como essencial, dado o protagonismo que ao cidadão comum está reservado na evolução futura do mar.

O CMIA de Matosinhos tem um carácter integrado, ligando através de uma abordagem científica as tecnologias modernas de exploração e investigação dos oceanos, em todas as suas componentes (física, química, geológica e biológica), bem como os aspetos económicos e sociais da interação homem/ambiente.

A atividade proposta pretende contribuir para aumentar a literacia científica associada aos ecossistemas estuarinos e de água doce, tentando contrariar o desconhecimento generalizado a que estes ecossistemas estão normalmente sujeitos por parte da população. Como propósito pedagógico, são vários os conceitos que podem ser explorados com a atividade, nomeadamente aspetos físicos como a ação erosiva da água e a sua contribuição para a orografia do terreno, a distribuição das espécies aquáticas segundo características do habitat e as ações antrópicas sobre o Meio Ambiente. O “Jogo dos peixes migradores” servirá para testar os conhecimentos adquiridos.

A Fauna do Corno de Bico, é uma atividade que tem por objetivo o estudo da fauna de vertebrados da Paisagem Protegida do Corno de Bico.

No Laboratório da Natureza, no CEIA, podem desenvolver-se as seguintes atividades Laboratoriais:

Estudo das regurgitações
Algumas aves regurgitam alimentos não digeridos, compactados em forma de pequenas bolas esféricas ou ovaladas que recebem o nome de regurgitações. O seu estudo permite-nos saber o tipo de dieta alimentar da ave que a produz. Com o apoio de guias, recolhe-se, examina-se e identifica-se.

Estudo dos restos de alimentos
Os restos de alimentos deixados pelos animais podem fornecer-nos muitas informações sobre o seu modo de vida. Com esta atividade pretende identificar-se, com a ajuda de guias, a que animal(ais) pertencem os restos de alimentos.

Estudo dos excrementos de animais
É comum encontrar excrementos de vertebrados quando se realizam saídas de campo. Estes excrementos fornecem-nos muitas pistas para identificar a espécie a que pertencem.

Saídas de Campo

Observação de um sistema dunar profundo e respetivo cabedelo. Evolução do campo dunar e cabedelo, após a Idade Média, destacando-se os períodos associados à Pequena Idade do Gelo e ao longo do século XX. Fatores naturais e antrópicos que interagem neste segmento costeiro. Dinâmica litoral, processos de transporte sedimentar, acreção e erosão. Habitats costeiros e mosaicos de habitats característicos do Litoral Norte. Fauna e flora, zonamentos florísticos.

Usos e ocupação do espaço territorial, ordenamento, proteção do património natural e cultural, alterações climáticas.

O Geoparque Litoral de Viana do Castelo corresponde à área territorial do concelho de Viana do Castelo (NO de Portugal), uma área de 320 km2 com cerca de 90

mil habitantes. A primeira fase do inventário de geossítios e de sítios da geodiversidade foi realizada entre 2005 e 2012, no âmbito de tese de doutoramento desenvolvida no Centro Ciências da Terra da Universidade do Minho, e no Centro de Geologia da Universidade do Porto, tendo sido identificados 4 temas de comunicação de ciência ao grande público, nomeadamente O Oceano Primitivo; A Instalação e Evolução das Montanhas Litorais; Os Ambientes do Passado Recente e O Ser Humano no Espaço Geológico. A geodiversidade inventariada preservada elementos de elevado interesse em vários temas da geologia, nomeadamente geoformas residuais, graníticas, tectónicas, fluviais, eólicas e geoculturais. A estratégia de geoconservação municipal enquadrada no projeto de constituição do geoparque recebeu o Prémio Geoconservação 2016 atribuído pela ProGEO. Na saída de campo irão ser visitados 4 dos 13 Monumentos Naturais Locais do Geoparque Litoral de Viana do Castelo, classificados ao abrigo no DL142/2008 de 24/7.

O Rio Lima é um corredor ecológico de assinável importância. Percorre vales encaixados e, na parte terminal, entre Ponte de lima e a foz, em Viana do Castelo, corre num vale aberto com margens largas e planas; no leito de águas tranquilas, configura-se o estuário de pequenas ínsuas e zonas húmidas com vegetação herbácea típica de sapal.A paisagem construída neste espaço, é caracterizada por uma estrutura onde é notória a predominância de espaços agrícolas, na envolvente ao rio, com alternância de pequenas áreas florestais fragmentadas e bosquetes de ripícolas.

Nesta visita poderão percorrer um espaço florestal de espécies variadas, com bastantes folhosas, nomeadamente castanheiros, carvalhos, sobreiros e medronheiros.

É uma zona elevada, considerada “monte” mas onde ainda se encontra areia, trazendo memórias das dunas antigas. O percurso pedestre passa na única propriedade florestal da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

A Câmara Municipal de Viana do Castelo convida todos os interessados a participar na visita guiada para conhecer o percurso da nova Estação da Biodiversidade de Montedor. A Estação da Biodiversidade (EBIO) tem 9 painéis de informação sobre a biodiversidade com especial destaque para os insetos e plantas. O painel inicial encontra-se junto ao Forte do Paçô, classificado como Imóvel de Interesse Público. O percurso começa perto da praia para observar e conhecer melhor a biodiversidade característica das dunas. Segue em direção sul, atravessando uma zona de mato rasteiro e com vista privilegiada para os afloramentos graníticos e o Monte de Montedor. A EBIO Montedor termina na pequena praia de Fornelos, podendo-se regressar pelo mesmo caminho ou dar a volta por cima, seguindo as indicações do trilho sinalizado. A visita será guiada pelos promotores da rede de Estações da Biodiversidade que irão ter o prazer de explicar o trabalho desenvolvido.

Para desenvolver um processo de reabilitação de um troço ribeirinho é necessário proceder a um conjunto de etapas sucessivas estruturadas e com protocolos de ação, seguindo os princípios da reabilitação com soluções técnicas de engenharia, adaptadas às necessidades socioculturais regionais, com medidas estruturais e imateriais quando necessário, acompanhadas por uma Participação Pública bem definida.

A aplicação de técnicas de Engenharia Natural em projetos de reabilitação Fluvial é fundamental para dar cumprimento aos requisitos legais da Lei da Água e promoção de habitats.

Neste Workshop será realizada uma saída de campo (Lanheses - Viana do Castelo) de observação das várias técnicas de engenharia Natural aplicadas, serão observadas as vantagens condicionantes de aplicação e os participantes realizarão duas técnicas de Engenharia Natural a nível demonstrativo.